O vídeo começa com uma frase bem direta: “Se você já está seguindo o template de marketing de 2025, na verdade já começou a ficar para trás.”
O criador divide essa ideia em cinco tendências: a busca já não acontece só no Google, mas se espalha por redes sociais, imagens, voz e chatbots; o short video deixa de ser o único formato dominante e o conteúdo longo começa a voltar; a qualidade de conteúdo é acelerada pelo AI; as marcas não procuram apenas KOLs, mas passam a colocar colaboradores na frente das câmeras; e, quando o AI é usado para “gerar conteúdo 100% automático”, o público passa a desejar ainda mais ver pessoas reais.
Mais do que um simples vídeo de “lista de tendências”, é quase um alerta para marcas e criadores: o futuro do marketing digital será um jogo de longo prazo entre comportamento humano, conteúdo e colaboração com AI. A seguir, vamos destrinchar, pelos olhares de usuários comuns, especialistas e do próprio AI, as mudanças que essas cinco tendências podem trazer.
Mandy está começando na área de social media e comenta que já faz tempo que não “dá um Google” primeiro. Em vez disso, ela se acostumou a buscar looks, viagens e tutoriais de ferramentas diretamente no TikTok e no Reels, e até a usar busca por imagem para achar inspiração de decoração.
O “Search Everywhere Optimization” citado no vídeo faz total sentido para ela – ela já trata as redes como um motor de busca, só não tinha se dado conta de que as marcas podem, sim, otimizar conteúdo propositalmente para esse tipo de “busca social”.
A-Hao, freelancer, conta que nos últimos dois anos foi “estragado” pelos vídeos curtos: qualquer coisa acima de 1 minuto já dava vontade de pular. Mas, recentemente, passou a assinar podcasts, ver tutoriais longos e até salvar posts de blog, por um motivo simples:
“Short video é gostoso de ver, mas esqueço tudo depois. Conteúdo longo toma tempo, mas foi o que finalmente me deu coragem de rodar meu primeiro anúncio.”
Isso conversa diretamente com a segunda tendência do vídeo: o conteúdo longo não morreu; só ficou abafado um tempo pelo algoritmo e agora, com a volta da demanda por profundidade e confiança, está reaparecendo.
Kelvin, empreendedor, se identificou principalmente com as duas últimas tendências: AI como reforço de conteúdo e o efeito rebote do “AI que dá errado”. Ele admite que já sonhou em “ter tudo feito pelo AI” e que o resultado foram textos e imagens com cara de modelo sem alma.
Hoje, ele faz assim:
Segundo ele, o que funciona de verdade é a combinação “pessoas + AI + ferramentas”, e não o uso extremo de um lado só.
A estrategista sênior de marketing Lin Zi-en resume as cinco tendências do vídeo em uma linha-mestra: “sair da lógica de plataforma e entrar na lógica de experiência”.
Para ela, o tal “Search Everywhere” significa, na prática, reescrever a cartilha tradicional de SEO:
Já o retorno do conteúdo longo acontece porque:
“Quando todo mundo está brigando por 15 segundos de atenção, quem quer construir um ativo de marca de verdade acaba voltando para blogs, vídeos profundos e newsletters.”
Para equipes que já têm uma base mínima de conteúdo, a recomendação dela é clara: use o short video como “porta de entrada” e o conteúdo longo para construir confiança e conversão. Não é uma disputa entre os dois formatos, e sim um jogo de complementaridade.
Em relação às ferramentas de imagem com AI e ao EGC (Employee Generated Content) que o vídeo apresenta, Lin Zi-en observa:
Ela alerta que, quando a empresa coloca colaboradores em frente às câmeras, precisa pensar bem em contratos, remuneração e gestão de risco, principalmente:
O ponto final do vídeo, “When AI goes wrong”, é um recado para todas as marcas:
quando todo mundo usa AI para “alisar” e padronizar conteúdo, histórias humanas com imperfeições passam a ser mais raras – e, portanto, mais valiosas.
Se modelos como GPT-4 ou Gemini olharem para esse vídeo a partir do futuro, provavelmente fariam três previsões principais.
Os resultados de busca tendem a se parecer cada vez mais com um bate-papo com um assistente, não com uma lista de links. Para marcas, isso significa:
O AI prevê que as equipes com melhor desempenho vão conseguir fazer duas coisas em paralelo:
Depois de GPT-4, o valor do profissional de marketing humano tende a se concentrar mais em:
As cinco tendências listadas no vídeo não são exatamente um segredo:
O lembrete importante é outro: tendência, sozinha, não gera resultado; o que faz diferença é como você integra essas tendências ao seu próprio sistema.
Se você já está construindo uma marca ou um personal branding, talvez valha começar por três movimentos práticos:
Enquanto alguns ainda perguntam “quais são as novas tendências de 2025”, você já pode estar preparando o terreno para “o próximo 2025”.
Esboço
Crie ambientes independentes, automatize tarefas repetitivas e gerencie as operações em um único espaço.